Mais pessoas, mais segurança.

A segurança nas cidades vai além de câmeras e muros. Segundo a arquitetura, o que realmente protege um espaço é a presença constante de pessoas nos espaços públicos. Ambientes abertos, vivos e com circulação mista são, cada vez mais, sinônimo de segurança. É por isso que essa tendência se torna cada vez mais presente na paisagem urbana e chega a Brusque por meio do novo empreendimento da Territoreo.

Inspirado em exemplos internacionais como Berlim, Copenhague e Vancouver; e grandes centros nacionais como Florianópolis e São Paulo, o projeto adota o conceito de uso misto com moradia, comércio e serviços no mesmo espaço. Essa combinação mantém o local ativo durante todo o dia, promovendo mais segurança, qualidade de vida e conexão com o entorno.

Pessoas são sinônimo de segurança
O arquiteto da Territoreo, Vitor Cervi, questiona onde as pessoas se sentem mais seguras: em um local de movimento ou em deserto? “A ideia se baseia na chamada “vigilância natural”, ou seja, quanto mais pessoas circulando, mais difícil se torna a ação de criminosos. As pessoas se sentem mais seguras em locais onde há movimento, onde podem ser vistas, onde podem gritar por ajuda e os demais escutarão”, explicou.


Cervi frisa que quanto mais pessoas circulando, mais seguro o lugar se torna. E, ao contrário do que muitos pensam, o excesso de muros só afasta e isola, criando uma sensação falsa de segurança. “Principalmente na Europa, os projetos misturam moradia, comércio e lazer, ajudando a manter os bairros ativos durante todo o dia. O problema é quando os centros viram zonas mortas fora do horário comercial. Aí surgem as ocorrências como prostituição, uso de drogas, furtos e abandono. Quando há moradores e circulação constante, tudo isso é inibido”.

Um exemplo citado pelo arquiteto é a cidade de Balneário Camboriú, que conta com espaços integrados com comércio no térreo, calçadões acessíveis e zonas compartilhadas que geram não só segurança, mas também qualidade de vida. “É preciso conectar o privado com o público. Os condomínios, por exemplo, possuem sempre o mesmo círculo de pessoas e opções, ou seja, os moradores saem em busca de lazer, entretenimento, gastronomia e trabalho. Com a mistura de moradia, comércio e serviços, conectamos as pessoas com a cidade, gerando não só segurança como uma melhor qualidade de vida”.

Um empreendimento feito para pessoas
O novo empreendimento da Territoreo segue a lógica da vigilância natural e da conexão de ambientes. “Não é modismo. É urbanismo de verdade, estudado, pensado. Nós observamos o entorno e projetamos a obra como um eixo de conexão, não um bloco isolado. Se você fecha tudo, mata a rua. Se mistura o público com o privado de forma inteligente, você cria cidades e ambientes seguros”, frisou Cervi.
Segundo ele, o grande diferencial do novo empreendimento é pensar nas pessoas como o centro do projeto. “É um lugar para todos. Comércio, alimentação, convivência… Tudo isso só funciona se houver pessoas. E é por isso que a segurança urbana, hoje, está diretamente ligada em como uma cidade é pensada”, afirmou.

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